Durante muito tempo, o termo sustentabilidade foi tratado apenas como um diferencial na imagem de uma empresa. No entanto, atualmente, está cada vez mais relacionada a outros fatores importantes como competitividade, gestão de risco e à capacidade de uma transportadora em conquistar e manter contratos no mercado.
Sendo assim, para empresas que atuam no transporte rodoviário de cargas, o investimento em certificações, selos e práticas ambientais significa muito mais do que simplesmente colocar um selo no site ou na frota. Isso porque, é uma maneira de demonstrar objetivamente, que a operação possui processos devidamente estruturados e os quais têm como intuito reduzir impactos ambientais, controlar riscos e bem como atender às expectativas dos clientes, especialmente aqueles mais atentos aos critérios de ESG.
Nesse sentido, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforça essa tendência ao instituir, em agosto de 2026, o Selo ESG Cargas, de adesão voluntária, destinado a transportadores registrados no RNTRC que adotem boas práticas ambientais, sociais e de governança.
Diante do exposto, a CleanWay aborda sobre as principais certificações ambientais e como elas agregam valor às transportadoras. Confira!
Afinal, por que as certificações ambientais são importantes para as transportadoras?
Em geral, como sabemos, o transporte tem uma relação direta com o consumo de combustíveis e a emissão dos gases de efeito estufa. Assim, destacamos que a cadeia de transportes representa cerca de 25% das emissões globais de GEE, o que coloca o setor no centro de esforços de redução de impactos ambientais.
Nesse cenário, a transportadora que consegue medir, gerenciar e reduzir suas emissões passa a ter argumentos concretos visando demonstrar seu compromisso ambiental.
As certificações auxiliam justamente nesse processo, pois estabelecem critérios, organizam procedimentos e proporcionam evidências de que determinadas práticas estão sendo implementadas.
ISO 14001: gestão ambiental como estratégia de negócio
Entre as principais referências das certificações ambientais, está a ISO 14001, norma internacional direcionada para sistemas de gestão ambiental.
Dessa forma, mais do que avaliar uma ação isolada, a ISO 14001 estimula a empresa a estruturar processos, principalmente para identificar seus impactos ambientais, estabelecer objetivos, acompanhar indicadores e busca de melhoria contínua.
Logo, para uma transportadora, isso abrange os seguintes aspectos:
- Consumo de combustível;
- Emissões atmosféricas;
- Gerenciamento de resíduos;
- Uso de recursos naturais;
- Manutenção e operação da frota;
- Prevenção de incidentes ambientais;
- Atendimento à legislação;
- Definição de acompanhamento de metas ambientais.
O resultado é uma gestão ambiental incorporada à operação, e não apenas uma iniciativa pontual.
SASSMAQ: diferencial especialmente relevante no transporte de produtos químicos
Para transportadoras que atendem à indústria química, a certificação SASSMAQ – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade possui importância estratégica.
O sistema é aplicado a prestadores de serviços logísticos, incluindo transportadoras, e avalia questões referentes à segurança, saúde, meio ambiente e qualidade. Em função disso, essa metodologia facilita aos contratantes a avaliação e seleção de prestadores de serviços.
Assim sendo, possuir essa qualificação amplia o acesso a oportunidades comerciais em segmentos nos quais os embarcadores estabelecem requisitos rigorosos para seus fornecedores.
Este, é, então, um exemplo claro de como uma certificação não se refere somente a um diferencial reputacional, mas também, funciona como critério de qualificação comercial.
ESG e o novo cenário para o transporte
Em 2026, a ANTT instituiu o Selo ESG Cargas, considerando três dimensões: Ambiental, Social e Governança. No aspecto ambiental, estão incluídas práticas relacionadas ao uso racional de recursos naturais e à redução de emissões de poluentes.
Com isso, percebe-se uma mudança importante: o mercado está deixando de avaliar apenas se uma transportadora “faz alguma coisa pelo meio ambiente” e passando a observar como ela mede, comprova e gerencia seus impactos.
Nesse sentido, para as empresas, isso significa que a sustentabilidade deve estar diretamente conectada à gestão.
Certificação não é o mesmo que compensação de carbono
Por outro lado, é fundamental que se diferencie certificação ambiental, redução de emissões e compensação de carbono.
Dessa maneira, uma certificação, como a ISO 14001, está relacionada à estrutura de gestão ambiental da organização. Enquanto, a neutralização ou compensação de emissões é uma estratégia específica para lidar com as emissões de gases de efeito estufa.
Por essa razão, vale ressaltar que é possível combinar diferentes iniciativas. Sendo que, para uma transportadora, essa combinação é uma opção benéfica, sobretudo, porque permite gerir os impactos ambientais, reduzir emissões quando possível e compensar aquelas que não puderem ser eliminadas no curto prazo.
Como começar?
Não é necessário implementar todas as certificações de uma vez.
O primeiro passo é compreender quais são os requisitos ambientais mais pertinentes para o mercado atendido pela transportadora.
Uma empresa que transporta produtos químicos, por exemplo, pode encontrar no SASSMAQ uma prioridade comercial. Para outra transportadora, estruturar um sistema de gestão ambiental baseado na ISO 14001 pode fazer mais sentido.
Também é importante começar pela mensuração.
Isso porque, sem dados, dificulta entender o quanto a operação emite, onde estão os principais impactos e quais ações produzem resultados.
Desse modo, soluções tecnológicas podem simplificar esse processo. A CleanWay, trabalha com análise de emissões por quilômetro rodado e soluções de neutralização de carbono voltadas à cadeia logística.
O futuro é de transportadoras que conseguem comprovar sua sustentabilidade
A sustentabilidade não se trata mais de um simples elemento de comunicação, pois tem se tornado parte dos critérios de competitividade do transporte.
A criação do Selo ESG Cargas pela ANTT é mais um sinal dessa transformação. A iniciativa reconhece transportadores que adotam práticas ambientais, sociais e de governança e destaca a importância de demonstrar essas práticas de maneira estruturada.
Por isso, para uma transportadora, investir em certificações ambientais não deve ser visto só como uma forma de custo ou uma obrigação. Em virtude que, essa é uma estratégia que auxilia na ampliação de novos mercados, no fortalecimento dos relacionamentos comerciais, na redução de riscos e ainda é um fator que gera valor para o negócio.
Logo, entende-se que o caminho passa por três etapas primordiais: medir, melhorar e comprovar.
Portanto, quanto mais preparada estiver a transportadora para demonstrar seus resultados ambientais, maior será sua capacidade de responder às novas exigências do mercado e, assim como, transformar a sustentabilidade em vantagem competitiva.
A CleanWay desenvolveu uma metodologia para análise e compensação de emissões nas operações logísticas. A partir dessa ferramenta permite estimar emissões por quilômetro rodado e viabilizar a neutralização de carbono para frotas de diferentes portes.
